
1896 – Washington Luiz se tornaria prefeito (intendente) de Batatais e teria como aliado político o jovem Capitão Renato Jardim. A esse tempo, o distrito de Mato Grosso de Batatais crescia e mais uma rua seria construída na parte superior do terreno onde fora construída a Igreja Matriz, já nos moldes de alinhamento da primogênita Rua Major Antônio Garcia de Figueiredo (Major Garcia), a rua de baixo da praça, que recebera o nome do fundador do arraial.
A nova rua levaria o nome de Capitão Renato Jardim, fazendo jus aos vínculos de amizade e dos serviços prestados em prol dos moradores do distrito de Mato Grosso de Batatais.


Fato curioso é que Washington Luiz comprara na capital uma bicicleta, veículo até então desconhecido pelos habitantes daqueles sertões.
E foi ele próprio quem inaugurou a estrada, pedalando 15 km até a fazenda do amigo Honório Machado, onde parou para almoçar. Seguido por um séqüito de cavaleiros, a proeza do feito seria registrada em crônica do jornal Diário Carioca, reproduzida na íntegra na edição de 25 de Setembro de 1928, quando Washington Luiz já era o presidente da República do Brasil.

Em 25 de junho de 1900, alguns moradores relutavam em pagar o imposto foreiro, ou imposto fabriqueiro. É que os moradores eram obrigados a pagar anualmente esse imposto por terem construído suas casas nos terrenos pertencentes à Paróquia. Reivindicavam a posse definitiva de suas casas sem depender do imposto anual. Por ocasião desta reunião, dá-se a primeira visita do bispo, porém sem resultado positivo para os moradores.

Epaminondas da Silva, ex-presidente da Associação dos Orquidófilos de Altinópolis, já falecido, relatou haver ainda no início do Século XX um desvio do córrego da Fazenda Sobradinho que passaria defronte à Igreja Matriz, rego este para o abastecimento de água nas casas, lavagem de roupas e a limpeza da matança de gado que também se fazia defronte à Igreja, uma prática bastante comum nos povoados brasileiros de então.


1909 - Mato Grosso de Batatais, recebe em festa delirante o Sr. James Stuart, chegando o primeiro trem de passageiros da São Paulo e Minas SPM), vindo de Bento Quirino. Logo a estrada de ferro chegaria às estações Pio Alves ( Congonhal), Cobiça, Antonio Justino de Figueiredo, Guardinha e São Sebastião do Paraíso.
1910 - O fazendeiro Joaquim Mário de Souza Meirelles fez a doação de uma cachoeira à Cia. de Força e Luz para que esta pudesse fornecer emergia elétrica ao Distrito de Mato Grosso, com a condição de que a paróquia ficasse isenta de qualquer ônus para receber o benefício.
E foi por volta de 1910 que os protestantes descendentes de João Garcia de Figueiredo, viriam da zona rural para o povoado. Começariam as reuniões protestantes em casas particulares, visto que ainda não possuíam um templo na Vila de Mato Grosso.

Antônio Garcia de Figueiredo Sobrinho, filho de Joaquim Garcia de Figueiredo (Jaborandi) e neto do cap. Diogo Garcia da Cruz, morava na esquina na Praça Central, onde posteriormente doaria a casa e a concessão do terreno para uma de suas filhas, Maria Amazília, que desposara um jovem de Santa Rita do Passa Quatro, Honório Vieira de Andrade Palma. O casamento da filha Maria Amazília deu-se em 1894 e o casal moraria uns tempos em Santa Rita, só retornando à Vila de Mato Grosso quando o fazendeiro Antonio Garcia de Figueiredo Sobrinho resolvera doar o vultuoso patrimônio aos filhos. Honório, na condição de genro, não só herdaria a fazenda Invernada, o inicio da sua fortuna, como também a chefia política do antigo PRP do distrito de Mato Grosso de Batatais. Alea jacta est...
(artigo compilado do jornal O Imparcial, 1917)

Parabéns por este trabalho histórico,sobre à cidade de Batatais,é muito bom saber que que nós negros iniciou tudo isso como está na foto de 186,Uma sociedade centralizada na abstrata irracionalidade do trabalho desenvolve, obrigatoriamente, a tendência ao apartheid social quando o êxito da venda da mercadoria força de trabalho deixa de ser a regra e passa a ser exceção.
ResponderExcluirPois a sociedade dominada pelo trabalho não passa por uma simples crise passageira, mas alcançou seu limite absoluto.
A produção de riqueza desvincula-se cada vez mais, na seqüência da revolução microeletrônica, do uso de força de trabalho humano--- numa escala que há poucas décadas só poderia ser imaginada como ficção científica.
Quem, nesta sociedade, não consegue vender sua força de trabalho como o negro é considerado “supérfluo” e está sendo jogado no aterro sanitário social.
Quem não trabalha, não deve comer !
Este fundamento cínico vale ainda hoje e agora mais do que nunca, porque tornou-se obsoleto.
Gostaria de saber se existe ainda a Casa Cosmopolita do seu Brotinho e qual o endereço, obrigado. joaoruth@gmail.com
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